Observamos no início da manha quedas moderadas nas bolsas da Europa.
Na sexta-feira foram publicados os dados de emprego nos EUA.
Existem muitas probabilidades de que a FED suba as taxas num futuro próximo. Esta questão desencadeou muita confusão nas duas últimas sessoes. O mercado já começou a descontar este facto.
Este tema está a ter também um forte impacto no mercado de divisas, onde o dólar subiu com força em todos os pares.
As matérias-primas que cotam em Dólares estão a receber um castigo adicional, e os sectores relacionados com as mesmas são os que estão a registar as quedas mais significativas.
Neste momento o fator técnico está a ser muito importante. O Dax está a fracassar na sua tentativa de superar os 11000 pontos e o S&P500, que sim mostrava estar capacitado de manter-se acima dos 2100 pontos inteiros, ontem perdeu-os.
Por lado, cabe destacar também o aumento de risco para os países periféricos da Europa. Devido ao problema em formar governo em Portugal, às fricções entre a Troika e o governo grego, e com a questão da Catalunha impactando o risco em Espanha.
Deste modo, o cenário atual é o mais complicado desde o impulso que começou em setembro, e, possivelmente, estamos perante a primeira correção minimamente significativa desde então.
A resolução dos problemas atuais e a superação definitiva das resistências, podia libertar um terceiro impulso considerável.
Mas provavelmente, isto pode demorar a acontecer e a correção- consolidação pode prolongar-se por mais algum tempo.