EURJPY: Par segue pressionado junto ao limiar superior de um canal descendente
O anúncio de política monetária do Banco Central Europeu na quarta-feira poderá ser determinante para os próximos movimentos do euro. O crescimento fraco na Zona Euro e o Brexit são riscos de curto prazo para o euro. A Bloomberg avançou esta tarde que e o governo italiano aumentou a previsão de défice orçamental para 2,5% e baixou as perspectivas de crescimento económico de 1% para 0,2%. A Itália ainda não voltou ao PIB que tinha antes da crise financeira global. Nos EUA, Trump ameaçou aplicar uma taxa alfandegária de 25% sobre os automóveis mexicanos. A médio prazo, se Trump decidir aplicar uma medida semelhante à indústria automóvel europeia, existiria um impacto muito negativo para os activos europeus.
O iene continua a ser comprado como activo de refúgio. Num contexto de agravamento do défice orçamental italiano e eventual queda dos índices accionistas, o iene sairia beneficiado.
Referência técnica: O EURJPY negoceia no topo de uma cunha ascendente – figura de inversão de tendência por excelência –, que coincide com o limiar superior de um canal de negociação descendente. O nível de sobrecompra no estocástico lento no gráfico de 4 horas corrobora a nossa visão descendente para o EURJPY. Para gestão de risco, consideramos os JPY 125,90. Como zona-alvo, consideramos os JPY 124,35.
EURNZD: Par deverá continuar a valorizar impulsionado por um discurso dovish por parte da Reserva Neozelandesa
O euro mantém a sua tendência ascendente contra o dólar neozelandês, com a produção industrial alemã a sair mais robusta e com o saldo da balança comercial melhor do que o esperado. É expectável que amanhã o BCE continue a exteriorizar uma postura dovish em relação à economia, no entanto este efeito já deverá estar descontado, pelo que não se espera um impacto material para este par.
O dólar neozelandês por sua vez tem estado pressionado nas últimas semanas devido à última conferência de imprensa da Reserva Neozelandesa que exteriorizou um discurso bastante dovish, em que foi anunciado um possível corte de taxas de juro dependendo do comportamento da economia.
Referência técnica: O par tem formado um triângulo descendente desde meados de Outubro, tendo quebrado recentemente em alta este padrão gráfico e encetado uma perna de alta. O par já se encontra acima da média móvel simples dos 100 dias e deverá continuar o movimento no sentido ascendente.
Crude WTI: Impressionante rally do crude poderá já não ter muito espaço para continuar
Os substanciais cortes de produção por parte da OPEP, com uma taxa de cumprimento a aumentar desde o início do ano, resultaram num ajuste do mercado físico de crude, mais célere do que havia sido antecipado, materializando-se este num ligeiríssimo défice de oferta em Fevereiro. De forma mais lenta, a Rússia, que encabeça os aliados do cartel desde 2016, também planeia continuar a reduzir a sua produção e atingir a quota estipulada no último acordo, em Abril/Maio deste ano. Esta alteração na oferta total de crude aliada à euforia de início de ano com um potencial acordo entre EUA e China e com a verdadeira interrupção da normalização de política monetária nos EUA, permitiram o ressurgimento de um ligeiro e temporário optimismo em relação à actividade económica a nível mundial, alimentando a fulgurosa subida do ouro negro, que já excede os 40% em 2019.
Por outro lado, nos EUA, a produção de petróleo está em máximos históricos e, como é sabido, Trump privilegia preços energéticos mais baixos, tendo, no passado, pressionado várias vezes a OPEP para aumentar a produção, de forma a causar uma queda do preço. Antecipamos que, por volta dos USD 65 por barril, Trump reitere o anterior pedido à Arábia Saudita. Adicionalmente, hoje, a revisão em baixa das perspectivas de crescimento mundial do FMI para os valores mais baixos desde a crise representam um catalisador negativo para uma matéria-prima bastante cíclica como o crude.
Referência técnica: Após um impressionante rally desde o início do ano, que catapultou o crude WTI para níveis de elevada sobreveneda técnica, acreditamos que o teste à resistência dos USD 65-66 por barril possa desencadear uma significativa força vendedora.
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