Indicadores Económicos
A economia americana cresceu 1,90% no terceiro trimestre, superando as estimativas que indicavam para 1,60%. Mais uma vez, o consumo foi o grande motor desta subida, ao registar um aumento de 2,90%, superior aos 2,60% previstos. Ainda assim, este dado indicia a desaceleração da economia americana, que nos primeiros trimestres do ano tinha crescido 3,10% e 2,00%, respectivamente. Em Outubro, a economia americana criou 128 mil empregos, face aos 75 mil empregos esperados. A taxa de desemprego manteve-se em níveis reduzidos (3,70%) e os salários cresceram 3,00% em termos anuais.
Na China, foi anunciado que o índice PMI relativo à indústria subiu dos 51,4 para os 51,7 pontos, não só contrariando as estimativas dos economistas (51,0), como distanciando-se dos 50 pontos, nível crítico que separa uma fase de expansão de uma fase de contração.
Evolução dos Mercados Accionistas
Outubro foi um mês positivo para os mercados accionistas. Na Europa, os índices DAX-30 e o EuroStoxx-50 registaram subidas de 3,5% e 1,0%, respectivamente. Nos EUA, os índices S&P-500 e o Nasdaq-100 terminaram o mês com valorizações de 2,0% e 4,3%, atingindo novos máximos históricos. Em linha com as praças europeias, o índice nacional PSI-20 subiu 2,9%. As maiores valorizações do mês foram as dos CTT (LS:CTT) (34,8%), Mota Engil (LS:MOTA) (9,6%) e BCP (LS:BCP) (6,5%). Destaque para a forte valorização dos CTT, após a divulgação dos seus resultados relativos ao 3º trimestre do ano. Com efeito, os rendimentos operacionais aumentaram 8,80% face ao mesmo período de 2018 para os 184,6 M. de euros, face aos 175 M. de euros esperados. O EBITDA fixou-se nos 26,9 M. de euros, ligeiramente acima dos 25 M. de euros esperados e o resultado líquido atingiu os 13,9 M. de euros, em linha com o previsto (13 M. de euros).
Sem surpresas, a Reserva Federal norte-americana (FED) diminuiu as taxas diretoras em 0,25% para o intervalo 1,50%-1,75%, reiterando que a economia americana continua numa fase de expansão moderada. Contudo no horizonte pairam vários riscos, como as tensões comerciais entre a China e os EUA e a desaceleração da economia global. A FED acredita que a actual nível da política monetária é adequada e continuará a monitorizar a evolução do quadro macroeconómico, sinalizando ao mercado que não deverá, salvo uma acentuada deterioração da conjuntura macroeconómica, continuar a descer as taxas diretoras.
Por sua vez, o Banco Central Europeu (BCE) manteve o mesmo tom de discurso face às reuniões anteriores e não acrescentou nada de novo relativamente à sua política monetária. Esta reunião marcou a despedida de Draghi como presidente da instituição.
Relativamente ao Brexit, o governo de Londres confirmou a decisão de prolongamento do processo do Brexit oferecido pela UE até 31 de Janeiro. O Reino Unido vai realizar eleições antecipadas no próximo dia 12 de Dezembro.
Em relação às relações sino-americanas, as autoridades de Pequim manifestaram dúvidas quanto à possibilidade de alcançar um acordo de longo prazo com o Presidente Donald Trump, devido à sua natureza impulsiva e o risco de este recuar. Contudo, o Presidente norte-americano apressou-se, através de um tweet, em atenuar o cepticismo chinês e no final do mês, foi divulgado que a China e os EUA tinham superado alguns obstáculos que ainda subsistiam na elaboração de um acordo relativo à primeira fase do processo negocial. Esta retoma das negociações comerciais entre os EUA e a China deram bastante optimismo aos investidores, criando boas expectivas que as duas nações possam assinar a primeira fase de um acordo em breve.
Alocação de Activos
As carteiras valorizaram 0,19% no mês de Outubro, estando a valorizar 15,3% desde o início do ano, mais 125 bp que o respectivo benchmark. O mês agora findo foi positivo para os mercados accionistas, com os índices de referência norte-americano, S&P-500, e europeu, EuroStoxx-50, a subirem 2,0% e 1,0%, respectivamente, em moeda local. Durante o mês, os índices norte-americanos S&P-500 e Nasdaq-100 atingiram novos máximos históricos, impulsionados pelas perspectivas de um acordo comercial intermédio entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China, fomentando o optimismo nos investidores, que receavam uma escalada de medidas proteccionistas. Outro factor favorável para os mercados accionistas foi a nova descida, a terceira este ano, da taxa directora por parte da Reserva Federal (FED), para o intervalo 1,50%-1,75%. Na Europa, o Reino Unido e a União Europeia aprovaram um novo acordo sobre Brexit, porém o governo britânico não obteve apoio parlamentar para a aprovação do mesmo. Assim, a União Europeia aceitou, após pedido britânico, uma extensão do prazo de saída, de 31 de Outubro para 31 de Janeiro de 2020. Entretanto, e de forma a concluir o processo do Brexit, o primeiro-ministro Boris Johnson marcou eleições legislativas para o próximo dia 12 de Dezembro.
Em termos da gestão, procedeu-se a uma redução do beta da componente accionista da carteira, de forma a reduzir a volatilidade, e continua-se com níveis elevados em liquidez de forma a preservar os ganhos registados desde o início do ano e poder aproveitar eventuais momentos de stress do mercado.
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