O mercado único da União Europeia celebra o 30º aniversário em 2023. O acordo para a livre-circulação de bens, serviços e pessoas é um marco económico na história da Europa, que continua a ter impacto na vida das empresas e das pessoas em todo o continente.
Ainda hoje, o mercado único europeu é uma das maiores economias do mundo, que permite aos europeus não só a livre-criculação, como também viver, estudar ou reformar-se no estrangeiro.
Graças a ele, é possível fazer compras na internet, sem restrições geográficas e devolvê-las, ou cancelá-las, sem dar justificações; as chamadas telefónicas são mais baratas e as tarifas aéreas também; não há alfândegas, taxas ou impostos para as empresas que compram e vendem na União Europeia; os produtos têm as mesmas normas de segurança e ambientais
Mas como nada na economia é estático, também o mercado único está em constante mudança. Kerstin Jorna, diretora-geral do departamento do mercado único da Comissão, lembra duas áreas em que recentemente os Estados-membros foram e estão a ser obrigados a atuar: a crise sanitária da covid-19 e a crise energética.
"Na Saúde, precisamos de vacinas, não tínhamos nenhuma quando isto começou e, trabalhando em conjunto, comprando as vacinas em conjunto e construindo toda uma cadeia de fornecimento industrial de vacinas, estou confiante de que teremos vacinas suficientes para os nossos cidadãos e cidadãos de todo o mundo.
O segundo ponto é o sistema energético. Temos de substituir o combustível fóssil russo e há duas formas de o mercado único poder ajudar: a primeira é podermos trabalhar em conjunto para obter a energia de que necessitamos e a segunda é acelerarmos juntos o papel das energias renováveis.
A resposta conjunta aos desafios é uma mais-valia para a economia, que a responsável pela pasta do mercado único sublinha.
"Para construir um negócio é preciso ter investimentos, tecnologia, um enquadramento jurídico e é preciso um mercado para este novo produto e é isto que o mercado único e as nossas ferramentas do mercado único permitem, porque financiamos a inovação e a investigação, temos parcerias de competências para as novas competências, temos o mercado regulado para reduzir as emissões em 55% e também permitimos a absorção do mercado e isso são argumentos para os investidores, porque precisamos de investimento ara que isto aconteça".